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Daily Routine by Cristina Ferreira

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Daily Routine by Cristina Ferreira

07
Dez17

"Bora lá" falar a sério de prendas de Natal!


Cristina Ferreira

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É triste ouvir cada vez mais dizer que "antigamente é que havia Natal" e que agora se "perdeu o espírito natalício e a magia do Natal". Será conversa de adultos? Será que a magia do Natal é algo que só existe na infância? Ou será que vale a pena olharmos um pouco mais à nossa volta e tentar perceber o que realmente estará a acontecer...

 

A verdadeira magia do Natal não está no "TER", mas sim no "NÃO TER"! 

 

Tenho 44 anos. Quando eu era criança, os meus pais compravam apenas três prendas: uma para mim, uma para o meu irmão e outra para a minha prima. Festejávamos apenas com os meus tios que compravam, também eles, apenas três prendas. Cada criança recebia duas prendas.

 

Esperávamos por essas prendas o ano inteiro! Não havia promoções mensais e muito menos cedências constantes aos nossos pedidos de compra e caprichos! Aprendíamos a esperar e saboreávamos a espera... Existia magia na contagem decrescente dos dias e na expectativa da descoberta. 

 

A magia prolongava-se depois do Natal: a boneca recebida era companhia para o ano inteiro, o carrinho recebido rolava até partir!

 

No mundo de hoje onde tudo é fácil de alcançar, nada se valoriza! Posso partilhar os primeiros Natais dos meus filhos... Como todos os pais da nossa geração, também nós padecíamos de necessidades consumistas exacerbadas: oferecíamos mais de uma dezena de prendas a cada um dos nossos meninos! Prendas que eles abriam em 5 minutos como robots numa linha de montagem: abre, espreita, tira da caixa, olha, vira, revira e põe de lado! Muitas vezes acabavam a noite a brincar com as caixas vazias ou com os laços dos embrulhos!

 

Esperar até ao Natal por uma prenda? Nem pensar! Quantos brinquedos, mimadamente solicitados, não íamos comprando ao longo do ano? 

 

E os adultos? Com promoções constantes o ano inteiro, quem espera pelo Natal? Ele é Black Friday, ele é Ciber Monday, ele é descontos antes dos Saldos, ele é campanhas de Ofertas de IVA ou 50%!

 

E por falar em 50%, lembro-me da primeira campanha de brinquedos de Natal com 50% do Continente, há talvez uns 10 anos atrás, numa segunda quinzena de dezembro... Nos anos seguintes assistimos, por parte das cadeias de hipermercados, a um constante incentivar para antecipar a compra das prendas de Natal. As campanhas de brinquedos que começavam em novembro, agora começam em final de outubro! Claro que em tempos de crise, não se pode sequer hesitar e tem de se aproveitar... Mas para onde vai a magia de ouvir os pedidos, a magia de procurar na expectativa dos olhos das crianças a prenda ideal? Perdeu-se a magia das prendas de ultima hora, do esperar pelas dicas e sugestões, do esperar para ponderar e decidir! Decidimos prendas de Natal em outubro porque pode não voltar outra promoção... E ficamos com elas guardadas, à espera, até ao Natal!

 

"Quem espera desespera!" já dizia o ditado. Mas neste caso não se desespera! Com tanta oferta, ficamos apenas aqui, qual rena fofinha de peluche, sentados a ver desaparecer a magia das prendas de Natal...

10
Nov17

É triste a nova campanha crianças da H&M...


Cristina Ferreira

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Foto H&M

 

Não! Não gostei da nova campanha crianças da H&M! Passei frente à montra onde estava em destaque o enorme cartaz e o olhar da menina ruiva de vestido escuro em tecido aveludado assustou-me... Um olhar triste e vidrado, vazio e parado...

 

Terá sido o fundo sombrio? Terão sido as posturas estáticas? Apesar do sorriso da menina do braço forçadamente levantado e do do menino do laço, não pude deixar de pensar: "Que grupo de crianças estranhas, sem vida e tão bem comportadas..."

 

Crianças lindas é verdade, mas assemelhadas a pequenos adultos miniatura... Adultos elegantes e bem vestidos, adultos com olhares vazios e sombrios...

 

Reflexo da nossa sociedade?...

 

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Fotos H&M

 

"ÉPOCA FESTIVA. É TEMPO DE BRILHAR"

"... vestidos arrojados, fatos irrepreensíveis e acessórios cintilantes".

 

Estaremos a falar de crianças? As crianças devem ser felizes, divertidas, alegres? Ou brilhar de forma irrepreensível e cintilante? 

 

Se esta fôr a postura a impôr, tristes festas passarão as crianças dentro dos seus fatos irrepreensíveis:  "Não sujes o teu fato irreprensível! Porta-te bem: fica aí quieta, sentada... e em silêncio simplesmente sorri! "

 

ÉPOCA FESTIVA. É TEMPO DE PARAR PARA PENSAR PARA ONDE ESTAREMOS A CAMINHAR...

 

 

 

09
Nov17

"Sobre a necessidade de um emprego"...


Cristina Ferreira

 

 

Frequento um grupo de meditação. Medita-se em silêncio para acalmar a mente e depois conversa-se... Semanalmente é selecionado um tema. Esta semana: "Porque não mudamos?" de Krishnamurti. 

 

Eu não conhecia Krishnamurti. Achei interessante o que sobre ele ouvi, fiquei curiosa e vim para casa pesquisar mais...

Muito se pode obviamente dizer sobre ele, mas hoje vou apenas focar neste vídeo cujo tema me chamou a atenção, quer pela sua atualidade, quer pela minha identificação pessoal com o mesmo:

    "Sobre a necessidade um emprego", Krishnamurti, palestra de 1979.

"... ir a um escritório todos os dias das 9h às 17h, é um aprisionamento intolerável..."

 

38 anos depois, em Portugal, no privado, não se trabalha das 9h às 17h00. Trabalha-se num horário ainda mais aprisionador: das 9h, ou das 8h30, ou das 8h00... às 18h, às 18h30, às 19h...

Por vezes mais, pois somos cada vez mais sujeitos a horas extraordinárias "forçadas"... E digo forçadas porque quando à pergunta: "Tem disponibilidade para horas extras?" se ousa responder que não... Em processo de seleção é-se automaticamente eliminado, em ambiente de trabalho pode-se optar por fim de contrato ou rescisão! 

 

Trabalhar é indispensável para ter dinheiro e somos obrigados a aceitar este modo de vida: aceitamos a correria constante, o stress, a ansiedade, a depressão, a falta de tempo para a vida pessoal... Aceitamos ver os nossos filhos crescer em infantários e centros de estudos... Aceitamos levar as nossas crianças para casa às 19h, às 20h... Aceitamos ver os nossos adolescentes crescer sozinhos...

 

    "... Poderemos criar uma sociedade diferente?..."

 

Uma redução generalizada da carga horária de 40 para 35 horas semanais para todos, e não apenas para a função pública, é o minimo que todos devemos exigir. Essa diferença entre o sector público e o sector privado não deveria sequer existir!

 

Mãe de dois filhos, sou igualmente defensora que as mães deveriam ter a oportunidade de poder optar trabalhar em part-time. 20 ou 30 horas semanais.

Não é essa a tendência nos ditos países "mais evoluídos"?

 

Krishnamurti faleceu em 1986. Que diria ele se viesse agora visitar Portugal...

Portugueses! Vivem num aprisionamento intolerável!

Portugueses! De que estão à espera?! PORQUE NÃO MUDAM??!!

 

 

 

 

 

08
Nov17

A "magia dos básicos"!


Cristina Ferreira

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Conhecem aquela sensação, quando muda a estação, de abrir o roupeiro à procura de uma roupa já não de verão... e verificar que a roupa, à la dernière mode, tão minuciosamente selecionada e adquirida no ano passado, está completement demodée?! Conhecem aquele pânico e aquela necessidade incontrolável de correr para "reabastecer" direcção ao shopping mais próximo?!

 

Pois foi exatamente o que não me aconteceu hoje de manhã! Chamo-lhe "a magia dos básicos"! 

 

Quando se opta pela compra constante de tons básicos, eles simplesmente não passam de moda... E se ao tom básico se juntar um modelo clássico... Voilá: le tour est joué! Simple, n'est-ce pas?

 

Não quero parecer um Zuckerberg ou um Steve Jobs versão feminina... Mas eles lá têm a sua razão! 

 

Se a uniformização de cores me mete confusão?? Não, claro que não! Confusão criaria o tempo se perdido de manhã em elaboradas rotinas de escolha e combinação! Sim que uma mãe tem outras tarefas a que dar vazão logo pela manhã... 

 

 Já agora, para o inverno, le noir c'est ma couleur de eleição! 

03
Nov17

Está encerrada a "época do chinelo"!


Cristina Ferreira

 

Chinelos.jpg

 

 

Chegou o outono e com ele a chuva... Está oficialmente encerrada a "época do chinelo"!

 

Não, não me considero minimalista, apesar do pouco espaço, confesso, que a totalidade da minha roupa ocupa no meu reduzido roupeiro... Um espaço, diz quem me conhece, deveras reduzido para uma mulher! 

Pobre espaço que até já foi insultado de espaço sem-vergonha, monstruosa e absurdamente diminuto, pertença de uma mulher que ousa considerar-se feminina!

 

Confesso! 2 pares de calças de ganga, meia dúzia de t-shirts de alças básicas para o verão, meia dúzia de camisolas também básicas para a meia estação e 2 camisolas de lã! 

1 túnica formal para as ocasiões, uns calções para o verão e o casaco necessário para cada estação... 

Sim, vendo bem, talvez tenham razão! Talvez eu seja deveras um pouco minimalista....

 

Calma! Não é que eu não valorize a beleza exterior... Raramente dispenso o rimel e o cabelo solto bem esticado!

Simplesmente não venero sapatos ou carteiras, não idolatro vestidos decorados nem santifico tailleurs formais! Todo o excesso é para mim mera futilidade numa sociedade consumista e incentivadora do esbanjamento...

 

O meu acessório preferido?

(Será que me é permitido chamar-lhe acessório!?...)

 

O chinelo! Havaina "verdadeira" ou chinelo de praia da Decathlon (Na foto.)

O chinelo: o meu "REI DOS ACESSÓRIOS"! Se a formalidade não me forçasse a esporadicamente substituí-lo, era com ele que eu me pavonearia da primavera ao verão!

 

Pois a vida é mais simples e é mais bela quando vista do alto de um par de chinelos! 

 

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