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Daily Routine by Cristina Ferreira

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Daily Routine by Cristina Ferreira

23
Dez17

O espírito de Natal conseguiu finalmente apanhar-me!


Cristina Ferreira

 

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Ora bolas! Decido eu vir correr à beira mar para fugir do Espírito de Natal e não é que é precisamente aqui que o maroto me consegue finalmente alcançar! 

 

Tenho por hábito alongar perto de um bar.  Quando há pouco parei, estava a tocar uma daquelas minhas eternamente preferidas músicas de Natal...

 

"Mariah Carey - All I want for Christmas is you",  lembrança de uma adolescência romântica, agora transformada em hino à maternidade!

 

Ao alongar ao som familiar das ondas decorado pelo das músicas de Natal que continuou a chegar-me do bar, dei comigo finalmente a sorrir ao pensar no Natal... recordando momentos especiais dos meus Natais passados...

 

Sim tenho saudades dos meus meninos e sem eles não é Natal, mas saber que os tenho, tive e sempre terei... Isso sim é, foi e será sempre o meu maior presente de Natal...

 

A todos um FELIZ NATAL!!

 

 

19
Dez17

A mamã também sente raiva!!!


Cristina Ferreira

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 Inside Out - 2015 Disney Pixar - Anger Exploding

 

 

Nunca consegui compreender o que pretendem exatamente dizer as pessoas que, ao saber que os meus filhos foram de férias com o pai, me abordam e com toda a convicção me lançam frases do tipo: "Oh os teus filhos foram para o pai! Que sorte! Vais ter mais tempo para ti!" Estou separada há quase 8 anos e há quase 8 anos que repetidamente ouço este tipo de expressões de consolo, a meu ver, totalmente inapropriadas! 

 

Sorte? Como pode ser sorte entrar numa casa vazia?! Como pode ser sorte as birras serem substituídas por silêncio absoluto! Como pode ser sorte não ter beijinho de bom dia, nem beijinho de boa noite?! Como pode ser sorte não ter ninguém para me chatear porque quer ver mais um vídeo no Youtube em vez de se ir deitar?! Como pode ser sorte não ter de chamar 10 vezes para ir jantar??? E por aí adiante... Chega de divagar! Julgo que estes breves exemplos são suficientes para uma exposição obvia e detalhada do meu não conceito de sorte!

 

Sob pena de ser massacrada, vou ousar expor a minha opinião sobre a maternidade: a maternidade é o compromisso de uma mãe para a vida! Não é o filho que vêm bater à porta da mãe e perguntar: "Olá! Eu sou um filho! Queres ser a minha mãe?!" Exceção obviamente para gravidez não planeada, normalmente é a mãe que sentindo o "apelo do seu relógio biológico" decide conceber o filho...

 

Há quem adote um animal de estimação, se canse e o abandone! É cruel, é desumano! Há quem queira muito ter filhos, se sinta cansada e vá passando a responsabilidade... Nada me irrita mais, e sim estou mesmo a escrever IRRITA, do que mães acabadas de o ser que já se queixam de não ter tempo para elas procurando delegar para os pais, avós ou afins... a responsabilidade de tomar conta do bebé!

 

Ser mãe é cansativo? Claro que é! Eles exigem tudo e nós damos mais que tudo! Mas para poder dar, é preciso que eles queiram receber... São eles que decidem até quando querem receber... Quando se aproxima de mansinho o Monstro da Adolescência vem acompanhado pelos seus amigos do peito Egoísmo e Egocentrismo! Aí os filhos começam a afastar-se... Surgem as dúvidas e o medo de que talvez o que demos não seja nunca mais com carinho relembrado.

 

Calma, eu sei que não me devo queixar! Eu sei que o afastamento na adolescência é saudável e imperativo para a construção da autonomia necessária e indispensável à vida adulta! Mas caramba... às vezes apetece-me travar o tempo! Sim! Outra vez eu e o tempo!

 

Além de que sou uma mãe divorciada! Existe por acaso alguma mãe divorciada que não saiba o que é sentir a raiva, e sim estou mesmo a escrever RAIVA, a raiva que se sente quando se tem os filhos em tempo de aulas, com as rotinas e as responsabilidades... e quando vêm as férias vão para o pai! Os papás fixes das férias versus as mamãs chatas da rotina e da responsabilidade! 

 

Sim claro que fico feliz pela fantástica relação que têm com o papá... Mas caramba, às vezes fico a pensar e a ruminar sobre o que irão eles recordar quando forem grandes? Os anos em que carinhosamente limpei lágrimas e com eles ao colo passei, pacientemente, noites e noites em claro, os anos das perguntas e respostas constantes e das histórias de encantar, os anos das brincadeiras e dos jogos simples (antes desta malfadada fase de videojogos que eu, mesmo que quisessem a minha presença, seria incapaz de entender quanto mais de jogar!) esses anos, esses momentos mágicos da infância, já se apagaram da mente deles... E quando crescerem vão ficar as fantásticas lembranças das férias divertidas com o pai e eu vou ser lembrada como a mãe chata... E sim isso hoje deixa-me com raiva!

  

Raiva! Inveja! Todas as emoções negativas que se podem imaginar! Sim, afinal sou só humana... E sim, custa-me vê-los crescer e deixarem-me ficar cada vez mais para trás... E pior, mais me custa perceber que eu sou a velha chata e o papá é o papá cool das férias divertidas e inesquecíveis!

 

Claro dir-me-ão as mães mais sábias e tranquilas (grupo ao qual eu até, por norma, costumo pertencer) que eu também cresci, que eu também saí de casa, que eu também me afastei dos meus pais na adolescência! E dirá quem me conhece e conhece os meus filhos e sabe da fantástica relação que afinal tenho com eles: "Mas de que te queixas tu? Tens tanta sorte! Os teus filhos não te dão problemas! E blá, blá, blá!"

 

Mas hoje não quero saber de racionalizar!!! Hoje quero mesmo é soltar a RAIVA!!!! 

 

17
Dez17

Love & Me...


Cristina Ferreira

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Tenho 44 anos e obviamente já não acredito no amor! Love sucks! Love fails and just does not exist! Os homens usam as mulheres, as mulheres usam os homens... E quando já não servem deitam fora! Caso encerrado!

 

Encontrei o verdadeiro amor na maternidade: um bebé, um filho, aceita-nos incondicionalmente! Gorda, feia, despenteada, com borbulhas, de pijama ou camisola rafada! A mamã é a mamã! A mamã é o centro do mundo! A mamã é especial e ponto final! Especial porque está lá, especial pela companhia, pelas conversas, pelo carinho, pelo miminho... Sim isso é amor! Amor verdadeiro, sem condições nem imposições... Eu amo, tu amas... Eu estou aqui para ti e tu estás aí para mim... Amor de verdade que preenche e vale a pena...

 

Mas os filhos vão crescendo... E ou se prendem ou se libertam... E o verdadeiro amor liberta, certo? Fica o medo, o vazio, a solidão, o incerto... Mas eu deixo-os voar... A muito custo, digo que sim quando me apetece dizer que não... "Sim! Claro... vai!" quando me apetece gritar bem alto: "Não! Por favor fica! Não cresças e não me abandones!"

 

Naquela fase da minha vida em que eu já não acreditava em nada, apareceu o meu M. ... O meu M. é diferente dos demais. Não é um príncipe encantado e não tenta transformar-me numa princesa.... O meu M. acompanha-me e ajuda-me simplesmente a voltar a ser eu... Nas "horas vagas", em que eu já não posso, por culpa do auto-afastamento das outras duas partes interessadas neste meu contrato de maternidade, ser a mamã a tempo inteiro, estou a reaprender a ser a Cristina...

 

A Cristina desapareceu quando a mamã apareceu e eu já nem me lembrava que ela existia. O meu M. ajudou-me a reencontrá-la... Não, não é que tenhamos encontrado o amor romântico do "E viveram felizes para sempre!" Não, pelo contrário! Com o meu M. aprendemos, passo a passo, dia após dia, que podem coexistir dois corpos no mesmo espaço sem nenhum dos dois sufocar... Aprendemos que discutir pode ser apenas conversar, readaptar, ceder, aceitar... e acima de tudo avançar! Avançar e lentamente recomeçar...

 

Claro que fico sempre desconfiada e com um pé atrás! É dificil voltar a confiar e acreditar que poderá haver vida para lá de um ninho de mamã vazio... Mas o meu M. veio para me mostrar que pelo menos existe um "talvez"... e que o respeito e o companheirismo existem e na verdade só precisam de um sofá para se enroscar e, no inverno, se possível, também de uma mantinha!

 

15
Dez17

Negociar com o TEMPO em 4 passos... e com sucesso!


Cristina Ferreira

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Primeiro tentei conversar com o TEMPO! Sussurrei-lhe pedindo-lhe com carinho para abrandar um bocadinho... Pû-lo a par das minhas ausências profissionais e pedi-lhe: "Por favor deixa-me aproveitar mais um bocadinho os colinhos, as canções de embalar e as histórias ao deitar..." Mas o TEMPO ignorou-me e não respondeu! Quando dei por ele, os meus meninos tinham crescido mais um pouco e já estavam na escola primária! Se calhar eu falara muito baixinho e o TEMPO não ouviu...

 

Então tentei a chantagem emocional: já tinha suspendido todas as minhas atividades pessoais e não lhe pedi tempo para mim... Todo o tempo fora do trabalho pedi-lho para os meus meninos... Talvez assim, mostrando-lhe apenas o meu banal quotidiano de mãe trabalhadora, ele abrandasse... Mas ele continuou a ignorar-me e os meus meninos foram para o ciclo! Provavelmente, o TEMPO não gosta de ser chantageado...

 

Não desisti e tentei suborná-lo! Com os dois a caminho da secundária, a entrar na adolescência e a distanciarem-se gradualmente de mim, lancei ao TEMPO uma última cartada: "Tempo! Eu agora fico mais por casa, mudo de vida! Abranda agora por favor, deixa que eles voltem só mais um pouco para mim..." O TEMPO não me ouviu e não abrandou, mas é verdade que, mais por casa, recuperei-os um bocadinho...

 

Por fim zanguei-me com o TEMPO pois eles continuam a crescer! "Ó TEMPO! Não me avisaste que a infância ia durar tão pouco! E agora? Tenho tanto tempo para mim... Vou ao ginásio, faço yoga, meditação e tenho muito tempo para ler! Quero voltar a estudar e até tenho tempo para escrever um blog!"

 

Foi então que o TEMPO finalmente respondeu:  "Ah! Finalmente percebeste! Eles cresceram e continuam a crescer saudáveis e equilibrados graças a ti! Até aqui, tu cumpriste a tua missão de mãe... Agora para a completares com sabedoria, terás de lhes dar espaço e libertá-los! Eu vou continuar a passar... Tu não me podes parar! Qualquer dia eles vão para a universidade, é verdade que vais ter sempre saudades! Mas lentamente vais recomeçar..."

 

 

 

 

 

 

12
Dez17

E quando o pânico volta...


Cristina Ferreira

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"Talvez seja porque dormi pouco... Talvez seja porque tenho feito menos exercício... Talvez seja aquela altura do mês..."

Isso mesmo, tenta justificar! Não há qualquer razão para ele voltar! A vida corre bem... Mesmo que uns dias bem, outros menos bem... A vida corre bem!

"Nunca estiveste tão tranquila! Está tudo bem! Simplesmente acredita..."

 

Então porque é que ele voltou? Porque é que ele está aqui?! 

 

Chegou logo pela manhã. Mal entreabri os olhos, ele espreitou: "Olá! Voltei! Hoje eu estou aqui e, para onde quer que vás, eu vou-te acompanhar!Para me cumprimentar, saltitou sobre o meu peito e pressionou-o suavemente... Lá dentro, comprimido, o meu coração assustado começou a acelerar...

 

Eu ignorei-o e tentei só respirar, lembrando das técnicas que aprendi... Respiro... inspiro, expiro... inspiro, expiro... Tento ouvir o bater do meu coração e focar-me no "tal momento presente"...

"Sabes que é passageiro... Ele voltou, ele está aqui, mas já vai passar..." 

 

As vezes ele espreita, diz "Olá!" e vai-se embora... Mas hoje não! Hoje teima em ficar e aumentar... Continua a apertar o meu peito, o coração não abranda e agora, para se entranhar em mim, faz aquele truque de magia! Não o vejo, mas já o sinto... É como um fumo negro que se propaga e penetra de mansinho... Do peito passa para os ombros, para as costas... Massajando, deslizando, pressionando... E sinto a força dele em mim! As minhas pernas paralisam, as minhas mãos não se movem...

 

Alongando-se um pouco mais, alcança o meu cérebro. Exemplificando, prova-me que nada faz sentido... Lentamente, o mundo à minha volta começa a desmoronar... Ele desmantela pensamento a pensamento, ele desmancha sonho a sonho, ele desmorona o meu universo...

 

O vazio voltou e faz-me sufocar...

 

11
Dez17

A Ana e o verdadeiro valor das coisas...


Cristina Ferreira

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Ontem a tempestade Ana também passou por aqui... No final do dia, o vento sibilante uivava e soprava ameaçador fazendo a chuva embater estrondosamente contra as janelas...  Cenário digno de um filme de terror, mais digno e assutador se tornou quando a luz faltou! Antes de acabar o jantar, ficámos às escuras...

 

Na aldeia, quando eu era adolescente, tal cenário era habitual: uma chuvada e um vento mais forte eram inevitavelmente acompanhados de um medonho apagão! Apagão esse que se à noite começava, pela noite dentro se prolongava... E eu, obrigada a andar pela casa de vela na mão, deslocava-me apressadamente aterrorizada pela companhia das sombras que, sorrateiramente passeavam pelas paredes, quais monstros que pela casa escura me perseguiam!

 

Hoje em dia, é muito raro faltar a luz, mas a Ana fez das suas e cá em casa o pânico instalou-se!

" - E agora não temos lanternas! Será que temos fósforos!? Onde estão as velas?!"

" - Oh! Se a luz não voltar, como vamos ligar o micro-ondas ou a placa de indução? E se amanhã o portão da garagem bloquear?"

" - E o telemóvel, mamã? E o i-pad? Se ficarem sem bateria? Oh bolas não há net!!!"

 

Preocupações bem diferentes das de há 30 anos atrás!

 

Volvida nem meia hora, tranquilamente, a luz voltou ... Mas enquanto voltava e não, aproveitámos a escuridão para tagarelar observando os luxos que hoje em dia temos e já nem notamos ou só notamos quando nos falham... A luz, a água, os electrodomésticos, o carro... a TV e a net!

 

Quando a luz voltou, a nossa rotina noturna continuou calma e tranquila... Mais tarde, antes de ao som da chuva adormecer, eu dei por mim a agradecer as pequenas coisas e a grande sorte que eu tenho... e a pensar em quantas vezes também só nos apercebemos do que temos após o perder... Um familiar presente, um relacionamento, uma amizade... Pensei não nas coisas, mas nas pessoas... Naquelas pessoas que simplesmente por estarmos tão acostumados a ter do nosso lado, a presença por vezes já não valorizamos... 

09
Dez17

Hoje é sábado... e não é Natal...


Cristina Ferreira

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Acordei. Tomei o pequeno almoço. Aspirei, limpei o pó... Arrumei a casa! Fiz uma pausa para meditar. Fui correr os meus 20 minutos, começou a pingar... Subi para alongar... E fiz algumas posturas de yoga para acabar!

 

Uma manhã de sábado calma e tranquila como qualquer outra manhã de sábado calma e tranquila... Ou quase... Pois afinal o Natal está a chegar!

 

O Natal? Qual Natal?... Este ano não me parece Natal!

 

Será culpa do verão que se prolongou demais? Não, já se sente o frio! Já pode ser Natal...

 

Será culpa da chuva que agora chegou para ficar? Não,  às vezes chove e é Natal...

 

Será apenas porque ainda não fizemos a árvore de Natal? Os meninos estão mergulhados no mundo deles, e eu sinto-me a adiar... 

 

Sim porque sem árvore de Natal, poderei fazer de contas que não é Natal e que é apenas um fim de semana normal! Normal? Sim normal! Porque este ano será apenas o pai que estará lá para os acarinhar no Natal...

07
Dez17

"Bora lá" falar a sério de prendas de Natal!


Cristina Ferreira

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É triste ouvir cada vez mais dizer que "antigamente é que havia Natal" e que agora se "perdeu o espírito natalício e a magia do Natal". Será conversa de adultos? Será que a magia do Natal é algo que só existe na infância? Ou será que vale a pena olharmos um pouco mais à nossa volta e tentar perceber o que realmente estará a acontecer...

 

A verdadeira magia do Natal não está no "TER", mas sim no "NÃO TER"! 

 

Tenho 44 anos. Quando eu era criança, os meus pais compravam apenas três prendas: uma para mim, uma para o meu irmão e outra para a minha prima. Festejávamos apenas com os meus tios que compravam, também eles, apenas três prendas. Cada criança recebia duas prendas.

 

Esperávamos por essas prendas o ano inteiro! Não havia promoções mensais e muito menos cedências constantes aos nossos pedidos de compra e caprichos! Aprendíamos a esperar e saboreávamos a espera... Existia magia na contagem decrescente dos dias e na expectativa da descoberta. 

 

A magia prolongava-se depois do Natal: a boneca recebida era companhia para o ano inteiro, o carrinho recebido rolava até partir!

 

No mundo de hoje onde tudo é fácil de alcançar, nada se valoriza! Posso partilhar os primeiros Natais dos meus filhos... Como todos os pais da nossa geração, também nós padecíamos de necessidades consumistas exacerbadas: oferecíamos mais de uma dezena de prendas a cada um dos nossos meninos! Prendas que eles abriam em 5 minutos como robots numa linha de montagem: abre, espreita, tira da caixa, olha, vira, revira e põe de lado! Muitas vezes acabavam a noite a brincar com as caixas vazias ou com os laços dos embrulhos!

 

Esperar até ao Natal por uma prenda? Nem pensar! Quantos brinquedos, mimadamente solicitados, não íamos comprando ao longo do ano? 

 

E os adultos? Com promoções constantes o ano inteiro, quem espera pelo Natal? Ele é Black Friday, ele é Ciber Monday, ele é descontos antes dos Saldos, ele é campanhas de Ofertas de IVA ou 50%!

 

E por falar em 50%, lembro-me da primeira campanha de brinquedos de Natal com 50% do Continente, há talvez uns 10 anos atrás, numa segunda quinzena de dezembro... Nos anos seguintes assistimos, por parte das cadeias de hipermercados, a um constante incentivar para antecipar a compra das prendas de Natal. As campanhas de brinquedos que começavam em novembro, agora começam em final de outubro! Claro que em tempos de crise, não se pode sequer hesitar e tem de se aproveitar... Mas para onde vai a magia de ouvir os pedidos, a magia de procurar na expectativa dos olhos das crianças a prenda ideal? Perdeu-se a magia das prendas de ultima hora, do esperar pelas dicas e sugestões, do esperar para ponderar e decidir! Decidimos prendas de Natal em outubro porque pode não voltar outra promoção... E ficamos com elas guardadas, à espera, até ao Natal!

 

"Quem espera desespera!" já dizia o ditado. Mas neste caso não se desespera! Com tanta oferta, ficamos apenas aqui, qual rena fofinha de peluche, sentados a ver desaparecer a magia das prendas de Natal...

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