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Daily Routine by Cristina Ferreira

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Daily Routine by Cristina Ferreira

23
Nov17

O professor Celestino!


Cristina Ferreira

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Em época de reuniões intercalares, é impossível não falar de escola e dos professores.

 

Creio que no ensino, como em todas as áreas, há bons e maus profissionais. Com filhos de 13 e 15 anos já conheci muitos professores e vários diretores de turma. No meu dia a dia, lido com muitas mulheres e ouço desabafos de muitas professoras... Ouço os desabafos de entusiasmo e expectativa em início de carreira, ouço os desabafos de desilusão pela instabilidade e falta de reconhecimento de quem já por lá anda há alguns anos, ouço os desabafos sobre desgaste e desmotivação de quem já está em fim de carreira...

 

No ensino é como em qualquer outra área, ser professor é como em qualquer outra profissão... A diferença é que eles são a importante base da educação daí, por parte de nós pais, tanta exigência e valorização! Há professores que os alunos adoram, há professores que são detestados! Há os que são ignorados e os que se toleram porque têm de se tolerar. Há os que eles nunca vão esquecer e os que eles vão sempre lembrar... E há o professor Celestino!

 

Há pessoas que nos encantam e contagiam com a sua energia, gosto e empenho no trabalho e o professor Celestino é uma delas! Dinamico, motivado, fala com gosto e entusiasmo daquilo que faz! Longe das confusões das greves, das reivindicações, das polémicas sindicais e outras mais, o professor Celestino faz-nos acreditar que a escola ainda é um mundo mágico para onde os meninos correm felizes e motivados para aprender e onde são ensinados por professores dedicados e empenhados! Os meninos adoram-no e os pais também!

 

E após cada reunião, eu não posso evitar chegar a casa a suspirar:" Oh se todos os professores fossem como o professor Celestino!"

 

 

 

 

20
Nov17

Quero a redoma do Principezinho!


Cristina Ferreira

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Ofereci o livro «O Principezinho» de Antoine de Saint-Exupéry ao meu menino grande quando ele tinha 6 anos. Durante muito tempo foi um dos seus livros preferidos. Foi o livro que ele orgulhosamente escolheu para a mamã ir ler à escola na semana da leitura do seu 2º ano!

 

Jiboa aberta, jiboa fechada...  caixinhas para a ovelha... o planeta e a rosa... e todas as coisas mágicas que os adultos já não viam... No entanto, houve uma coisa que eu, uma mamã adulta, vi e invejei desde a primeira vez que lho li: a Redoma do Principezinho!

 

Um bebé nasce pequenino e frágil e uma mamã quer protegê-lo. Protegê-lo a todo o custo! Protegê-lo de tudo e todos! Secar-lhe todas as lágrimas, afuguentar-lhe todos os medos... E uma mamã consegue... É tão fácil proteger um bebé!

 

O problema é que um bebé cresce... E os meus bebés cresceram... E foram-se soltando de mim, foram-se afastando do meu colo, deslizando sorrateiramente para lá do alcance da minha proteção... Os meus meninos cresceram, começaram a ter uma vida lá fora sem mim e a sofrer as suas penas... E por mais que eu queira não lhas posso roubar e carregar em mim...

 

Quando tudo o resto falha, quando tudo fica longe do meu aconchego e proteção, vem a imagem da Redoma do Principezinho:

 "Quem me dera ter a Redoma do Principezinho para vos colocar lá dentro!"

 

A primeira vez que o meu bebé grande (sim tenho um menino grande e um bebé grande) ouviu essa minha louca expressão, lembro-me que exclamou: "Mamã assim não podiamos respirar e morriamos!"

 

Verdade... Eu não posso simplesmente pegar nos meus meninos e colocá-los numa redoma... Mas e se fosse a redoma mágica do Principezinho...?

 

 

 

15
Nov17

Recordar um momento de felicidade...


Cristina Ferreira

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Sou fã de Body Balance! De todas as aulas que eu faço no ginásio, esta é sem dúvida a minha preferida. O meu professor de yoga chama-lhe "Yoga mal feito", eu chamo-lhe "Yoga coreografado com música fixe"... e não há como uma aula de Body Balance para relaxar e libertar o corpo e a mente...

 

Mas hoje não vou falar de Body Balance...

Vou partilhar o momento de relaxamento e meditação final: " Pensem num momento feliz, num momento em se sentiram muito especiais para alguém e revivam esse momento!" sugeriu a professora no final da aula...

 

E a minha mente viajou no tempo... O meu corpo continuava ali deitado no colchão, mas eu já não estava no Estúdio 2 do Ginásio...

Era meio da tarde, chovia lá fora e eu estava a subir as escadas do Infantário de Sta. Luzia, há 14 anos atrás... Cabelo solto e escuro, amplas calças castanhas e túnica de grávida...

E ao virar a esquina, lá estava ele: o meu bebé mais querido do mundo! Com o seu cabelo loiro e brilhante... Nascera careca e ainda nunca o tinha cortado... 

T-shirt cinza e azul, calcinhas de ganga a cobrir a fralda que ainda usava e as suas pernitas grossas... Tinha começado há pouco a andar e ainda se movia meio a cambalear.

 

Mas quando me viu... Correu! Sorriu, os olhitos vivos e arregalados, e correu! Correu para mim! Veio a balançar na minha direção com os braçitos muito esticados e as mãozitas pequeninas muito abertas! Saltou-me para o colo! E eu rodopiei-o no ar!

 

Eu estava no inicio da gravidez do mano. Mas penso que nessa altura ele não sabia o que era um mano! Nesse momento ele só sabia que a mamã era a pessoa especial!

E naquele momento eu senti-me como o Leonardo di Caprio no Titanic: I was the queen of the world! My baby was my world!  

14
Nov17

O casamento não é para sempre, mas a mamã e o papá sim...


Cristina Ferreira

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  "Era uma vez um papá que conheceu uma mamã. Apaixonaram-se, casaram-se, tiveram dois lindos filhinhos e não viveram felizes para sempre!"

            Quantas vezes já ouviu este conto de fadas "desfadado"?

 

O papá e a mamã dos nossos filhos estão separados há 8 anos. Os nossos filhos tinham na altura apenas 7 e 5 anos.

Quando o papá e a mamã dos nossos filhos se separaram mergulharam naquele ciclo vergonhoso e egoísta inicial de discussões constantes, acusações sem sentido, culpabilizações absurdas... Normalmente à frente dos filhos... Muitas vezes desabafadas com os filhos... Sempre que possível: usando os filhos...

  

O papá e a mamã dos nossos filhos na altura não sabiam, mas agiam assim porque tinham medo: tinham medo de perder os seus filhos... Tinham medo perder o seu amor, tinham medo de perder o seu carinho... O papá e mamã dos nossos filhos sofriam antecipadamente pelos momentos que já não iam ter, pelos abraços de bom dia diários que já não iam receber, pelos beijinhos de boa noite diários que já não iam dar, pelos jantares onde já não iam estar, pelas rotinas que já não iam acompanhar, pelas férias que já não iam partilhar... 

 

 

Hoje gosto de pensar que, apesar da confusão inicial, somos uma família com sorte!

Já não sei porque nos separámos... Mas sei que foram os nossos filhos nos ensinaram a amar: a amá-los a eles e a incondicionalmente os colocar a eles em primeiro lugar. Os nossos filhos ensinaram-nos a sofrer em silêncio, a perdoar, a crescer e a aceitar. 

 

papá e mamã dos nossos filhos não viveram juntos felizes para sempre, mas para sempre haverá o papá e a mamã. Para sempre seremos uma familia. Os nossos filhos vivem com a mamã e passam as férias com o papá. O papá, apesar de residir noutra cidade, vem frequentemente visitá-los. O papá, apesar de residir noutra cidade, está felizmente mais próximo do que muitos papás que residem ao lado: o papá fala com eles no FACETIME todos os dias. Todos os dias!

 

Todos os dias o papá e a mamã dos nossos filhos estão com os nossos filhos. 

 

E quando em junho do ano passado a primeira coisa que psicologa da escola, antes de falarmos sobre os resultados dos testes psicotécnicos para as escolhas do 10º ano me disse: "O seu filho nem parece filho de pais de divorciados!" orgulhei-me da mamã e do papá dos nossos filhos pois afinal os contos de fadas existem mas com "para sempre" diferentes...

 

 

10
Nov17

É triste a nova campanha crianças da H&M...


Cristina Ferreira

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Foto H&M

 

Não! Não gostei da nova campanha crianças da H&M! Passei frente à montra onde estava em destaque o enorme cartaz e o olhar da menina ruiva de vestido escuro em tecido aveludado assustou-me... Um olhar triste e vidrado, vazio e parado...

 

Terá sido o fundo sombrio? Terão sido as posturas estáticas? Apesar do sorriso da menina do braço forçadamente levantado e do do menino do laço, não pude deixar de pensar: "Que grupo de crianças estranhas, sem vida e tão bem comportadas..."

 

Crianças lindas é verdade, mas assemelhadas a pequenos adultos miniatura... Adultos elegantes e bem vestidos, adultos com olhares vazios e sombrios...

 

Reflexo da nossa sociedade?...

 

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Fotos H&M

 

"ÉPOCA FESTIVA. É TEMPO DE BRILHAR"

"... vestidos arrojados, fatos irrepreensíveis e acessórios cintilantes".

 

Estaremos a falar de crianças? As crianças devem ser felizes, divertidas, alegres? Ou brilhar de forma irrepreensível e cintilante? 

 

Se esta fôr a postura a impôr, tristes festas passarão as crianças dentro dos seus fatos irrepreensíveis:  "Não sujes o teu fato irreprensível! Porta-te bem: fica aí quieta, sentada... e em silêncio simplesmente sorri! "

 

ÉPOCA FESTIVA. É TEMPO DE PARAR PARA PENSAR PARA ONDE ESTAREMOS A CAMINHAR...

 

 

 

05
Nov17

Folhados de queijo e fiambre "assimétricos"!


Cristina Ferreira

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Hoje o meu "Petit Chef" preparou as entradas...

          Folhados de queijo e fiambre "ASSIMÉTRICOS"!

 

Primeiro, cortar a massa folhada em 6 partes ASSIMÉTRICAS! 

(Sim muito importante "o ASSIMÉTRICO" que cozinhar é para ser divertido e não perfeito!)

 

Segundo, colocar delicadamente uma fatia de fiambre sobre cada recorte...

Polvilhar abundantemente com MUITO queijo ralado!

 

Fechar cada pacotinho com muito amor e carinho e sem deixar buraquinhos pois não vá o maroto do queijo querer escapar por lá!

Pincelar com ovo...

 

       Forno meia horita... Et voilá! Bon apetit!

 

 

01
Nov17

Gratin de legumes "à la maman"!


Cristina Ferreira

 

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Jantar rápido e leve após um recheado almoço em família?... 

       

       Gratin de legumes "à la maman"!

 

Step one - SALTEAR - Alho francês em rodelas e cenoura ralada. Juntar pitada de sal, pimenta preta e coentros. Saltear em azeite.

 

Step two - PARA O FORNO PREPARAR - Juntar natas. Polvilhar com queijo ralado e oregãos. Gratinar.

 

Step tree - DEVORAR - As crianças não gostam de legumes? Parem lá de inventar! 

 

E já que o forno estava ligado: maças assadas para companhar!

 

       Bon apetit!

 

30
Out17

É um menino! Oh não... E agora??


Cristina Ferreira

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Pertenço aquele grupo de mulheres que sempre souberam que queriam ser mães. Eu sempre quis ter um bebé. Alias, eu sempre quis ter uma bebé!

Quando engravidei pela primeira vez, simplesmente não "concebi" a possibilidade de que poderia ser um menino! Afinal de contas "eu era uma menina". Eu fizera coisas de menina: eu brincara com bonecas, eu lera contos de fadas, eu comprara vestidinhos e ganchinhos! Logo, porquê sequer ponderar um menino, certo?

 

Recordo ter sido no minuto antes de entrar para a "ecografia reveladora", no momento em que o meu marido me confessou: "Preferia um menino..." que, de repente, percebi que de facto poderia ser um menino. Afinal havia mesmo 50% de probabilidades de ser um menino...

Lembro-me de sorrir para o futuro pai do meu filho e responder apenas: "O mais importante é que corra tudo bem, querido..." Aquela frase feita que se diz apenas para ser carinhosamente correta, mas com a esperança da absoluta certeza, no fundo do meu coração, de que era uma menina. Só podia ser uma menina! Aliás tinha de ser uma menina pois eu não percebia nada de meninos! Eu não gostava de carros, nem de berlindes, nem de robots e muito menos de futebol!

 

Lembro-me que entrei no consultório com o coração aos saltos... E breves instantes depois a revelação na expressão do meu ginecologista: olhando para o ecrã onde estava o meu bebé e, a sorrir um daqueles sorrisos sorridentes de orelha a orelha, perguntou-me com a mais sincera certeza da minha felicidade: "Consegue ver?..."

Olhei para o meu marido que já conseguira ver o que eu ainda não vira... Recordo a sua expressão de felicidade e o seu grito de alegria: "É um menino!!! Cristina! É um menino!!!"

E eu sorri. Sorri o mais convincente sorriso que consegui sorrir... Sorri com lágrimas nos olhos... Lágrimas que pareceram de felicidade ou mais uma vez culpa das hormonas. 

 

Mas a verdade é que por dentro, naquele momento, eu só senti medo! Um gigantesco e horripilante medo! Só me apetecia gritar bem alto: "E agora???! Eu não percebo nada de meninos!!! Não percebo nada de meninos!!! Vocês não sabem, não percebem??!! Nada! Eu não percebo nada de meninos!!! Não vou saber brincar às coisas de meninos, não vou saber falar coisas de meninos!!! Vou ser um fracasso total como mãe!!!  E agora???!!" Mas sorri e continuei a sorrir para o meu marido babado e feliz...

 

 

Os meses passaram. Correu tudo bem... e o meu bebé menino nasceu... E a verdade é que a partir do primeiro instante, a partir do primeiro toque, da primeira caricia... O elo que se criou foi... indescritivelmente... eterno...

Obviamente, não foi necessário "aprender" a ser mãe de menino! Simplesmente fui... Simplesmente sou.

Voltei, no entanto, a questionar-me quando, um ano mais tarde, engravidei pela segunda vez: "hummm e se for uma menina?... Bolas, eu agora só percebo de coisas de meninos!..." 

               Felizmente foi um segundo menino!