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Daily Routine by Cristina Ferreira

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Daily Routine by Cristina Ferreira

17
Dez17

Love & Me...


Cristina Ferreira

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Tenho 44 anos e obviamente já não acredito no amor! Love sucks! Love fails and just does not exist! Os homens usam as mulheres, as mulheres usam os homens... E quando já não servem deitam fora! Caso encerrado!

 

Encontrei o verdadeiro amor na maternidade: um bebé, um filho, aceita-nos incondicionalmente! Gorda, feia, despenteada, com borbulhas, de pijama ou camisola rafada! A mamã é a mamã! A mamã é o centro do mundo! A mamã é especial e ponto final! Especial porque está lá, especial pela companhia, pelas conversas, pelo carinho, pelo miminho... Sim isso é amor! Amor verdadeiro, sem condições nem imposições... Eu amo, tu amas... Eu estou aqui para ti e tu estás aí para mim... Amor de verdade que preenche e vale a pena...

 

Mas os filhos vão crescendo... E ou se prendem ou se libertam... E o verdadeiro amor liberta, certo? Fica o medo, o vazio, a solidão, o incerto... Mas eu deixo-os voar... A muito custo, digo que sim quando me apetece dizer que não... "Sim! Claro... vai!" quando me apetece gritar bem alto: "Não! Por favor fica! Não cresças e não me abandones!"

 

Naquela fase da minha vida em que eu já não acreditava em nada, apareceu o meu M. ... O meu M. é diferente dos demais. Não é um príncipe encantado e não tenta transformar-me numa princesa.... O meu M. acompanha-me e ajuda-me simplesmente a voltar a ser eu... Nas "horas vagas", em que eu já não posso, por culpa do auto-afastamento das outras duas partes interessadas neste meu contrato de maternidade, ser a mamã a tempo inteiro, estou a reaprender a ser a Cristina...

 

A Cristina desapareceu quando a mamã apareceu e eu já nem me lembrava que ela existia. O meu M. ajudou-me a reencontrá-la... Não, não é que tenhamos encontrado o amor romântico do "E viveram felizes para sempre!" Não, pelo contrário! Com o meu M. aprendemos, passo a passo, dia após dia, que podem coexistir dois corpos no mesmo espaço sem nenhum dos dois sufocar... Aprendemos que discutir pode ser apenas conversar, readaptar, ceder, aceitar... e acima de tudo avançar! Avançar e lentamente recomeçar...

 

Claro que fico sempre desconfiada e com um pé atrás! É dificil voltar a confiar e acreditar que poderá haver vida para lá de um ninho de mamã vazio... Mas o meu M. veio para me mostrar que pelo menos existe um "talvez"... e que o respeito e o companheirismo existem e na verdade só precisam de um sofá para se enroscar e, no inverno, se possível, também de uma mantinha!

 

09
Nov17

"Sobre a necessidade de um emprego"...


Cristina Ferreira

 

 

Frequento um grupo de meditação. Medita-se em silêncio para acalmar a mente e depois conversa-se... Semanalmente é selecionado um tema. Esta semana: "Porque não mudamos?" de Krishnamurti. 

 

Eu não conhecia Krishnamurti. Achei interessante o que sobre ele ouvi, fiquei curiosa e vim para casa pesquisar mais...

Muito se pode obviamente dizer sobre ele, mas hoje vou apenas focar neste vídeo cujo tema me chamou a atenção, quer pela sua atualidade, quer pela minha identificação pessoal com o mesmo:

    "Sobre a necessidade um emprego", Krishnamurti, palestra de 1979.

"... ir a um escritório todos os dias das 9h às 17h, é um aprisionamento intolerável..."

 

38 anos depois, em Portugal, no privado, não se trabalha das 9h às 17h00. Trabalha-se num horário ainda mais aprisionador: das 9h, ou das 8h30, ou das 8h00... às 18h, às 18h30, às 19h...

Por vezes mais, pois somos cada vez mais sujeitos a horas extraordinárias "forçadas"... E digo forçadas porque quando à pergunta: "Tem disponibilidade para horas extras?" se ousa responder que não... Em processo de seleção é-se automaticamente eliminado, em ambiente de trabalho pode-se optar por fim de contrato ou rescisão! 

 

Trabalhar é indispensável para ter dinheiro e somos obrigados a aceitar este modo de vida: aceitamos a correria constante, o stress, a ansiedade, a depressão, a falta de tempo para a vida pessoal... Aceitamos ver os nossos filhos crescer em infantários e centros de estudos... Aceitamos levar as nossas crianças para casa às 19h, às 20h... Aceitamos ver os nossos adolescentes crescer sozinhos...

 

    "... Poderemos criar uma sociedade diferente?..."

 

Uma redução generalizada da carga horária de 40 para 35 horas semanais para todos, e não apenas para a função pública, é o minimo que todos devemos exigir. Essa diferença entre o sector público e o sector privado não deveria sequer existir!

 

Mãe de dois filhos, sou igualmente defensora que as mães deveriam ter a oportunidade de poder optar trabalhar em part-time. 20 ou 30 horas semanais.

Não é essa a tendência nos ditos países "mais evoluídos"?

 

Krishnamurti faleceu em 1986. Que diria ele se viesse agora visitar Portugal...

Portugueses! Vivem num aprisionamento intolerável!

Portugueses! De que estão à espera?! PORQUE NÃO MUDAM??!!

 

 

 

 

 

08
Nov17

A "magia dos básicos"!


Cristina Ferreira

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Conhecem aquela sensação, quando muda a estação, de abrir o roupeiro à procura de uma roupa já não de verão... e verificar que a roupa, à la dernière mode, tão minuciosamente selecionada e adquirida no ano passado, está completement demodée?! Conhecem aquele pânico e aquela necessidade incontrolável de correr para "reabastecer" direcção ao shopping mais próximo?!

 

Pois foi exatamente o que não me aconteceu hoje de manhã! Chamo-lhe "a magia dos básicos"! 

 

Quando se opta pela compra constante de tons básicos, eles simplesmente não passam de moda... E se ao tom básico se juntar um modelo clássico... Voilá: le tour est joué! Simple, n'est-ce pas?

 

Não quero parecer um Zuckerberg ou um Steve Jobs versão feminina... Mas eles lá têm a sua razão! 

 

Se a uniformização de cores me mete confusão?? Não, claro que não! Confusão criaria o tempo se perdido de manhã em elaboradas rotinas de escolha e combinação! Sim que uma mãe tem outras tarefas a que dar vazão logo pela manhã... 

 

 Já agora, para o inverno, le noir c'est ma couleur de eleição! 

03
Nov17

Está encerrada a "época do chinelo"!


Cristina Ferreira

 

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Chegou o outono e com ele a chuva... Está oficialmente encerrada a "época do chinelo"!

 

Não, não me considero minimalista, apesar do pouco espaço, confesso, que a totalidade da minha roupa ocupa no meu reduzido roupeiro... Um espaço, diz quem me conhece, deveras reduzido para uma mulher! 

Pobre espaço que até já foi insultado de espaço sem-vergonha, monstruosa e absurdamente diminuto, pertença de uma mulher que ousa considerar-se feminina!

 

Confesso! 2 pares de calças de ganga, meia dúzia de t-shirts de alças básicas para o verão, meia dúzia de camisolas também básicas para a meia estação e 2 camisolas de lã! 

1 túnica formal para as ocasiões, uns calções para o verão e o casaco necessário para cada estação... 

Sim, vendo bem, talvez tenham razão! Talvez eu seja deveras um pouco minimalista....

 

Calma! Não é que eu não valorize a beleza exterior... Raramente dispenso o rimel e o cabelo solto bem esticado!

Simplesmente não venero sapatos ou carteiras, não idolatro vestidos decorados nem santifico tailleurs formais! Todo o excesso é para mim mera futilidade numa sociedade consumista e incentivadora do esbanjamento...

 

O meu acessório preferido?

(Será que me é permitido chamar-lhe acessório!?...)

 

O chinelo! Havaina "verdadeira" ou chinelo de praia da Decathlon (Na foto.)

O chinelo: o meu "REI DOS ACESSÓRIOS"! Se a formalidade não me forçasse a esporadicamente substituí-lo, era com ele que eu me pavonearia da primavera ao verão!

 

Pois a vida é mais simples e é mais bela quando vista do alto de um par de chinelos! 

 

19
Out17

Sobre mim...


Cristina Ferreira

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Cristina Ferreira, a da TVI? Não! Apenas mais uma das muitas Cristinas Ferreiras que andam por aí!

Uma Cristina Ferreira "real" com os problemas "reais" do dia a dia das mulheres "reais"! Nada de contos de fadas, fama ou fantasias!

 

Nascida em Paris, a minha infância foi marcada pela nostalgia.

Crescida numa aldeia do interior de Portugal, a minha adolescência foi pautada pela humildade e discrição.

Hoje em dia, simplicidade, bom gosto, equilíbrio e organização são as características que melhor me definem.

Valorizo a importância da beleza, mas desprezo a futilidade!

 

POUPAR TEMPO PARA TER MAIS TEMPO!

Divorciada e mãe de 2 filhos, cedo o tempo se transformou no meu maior inimigo!

Ser supervisora de uma Clínica de Estética durante 8 anos permitiu-me o contacto com dezenas e dezenas de mulheres e ensinou-me que, por mais diferentes que sejamos, nós MULHERES e MÃES somos todas iguais: desdobramo-nos em 1500 tarefas correndo atrás do tempo!

O meu lema: simplificar! Simplificar tudo o que for simplificável!

O tempo é demasiado precioso e passa demasiado rápido para o perdermos em complicadas tarefas possíveis de ser simplificáveis...